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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Boas energias na Patogê


A Patogê lançou sua coleção de inverno 2012 aliada à uma campanha com viés socio-educativo e pitadas de bom humor. A partir da pergunta "E você, o que fez de bom para o mundo hoje?", a marca levantou a bandeira da sintonia com o planeta e das boas energias.
Na passarela, as camisetas com mensagens positivas apareceram aliadas a tricôs, maxi coats, parcas e jeans mais largos e confortáveis.
Com styling correto de Mariana Sucupira, o desfile foi uma aula de como usar sobreposições. As combinações de tecidos e lavagens fizeram os looks crescerem na passarela carregando referências do grunge e do streetwear.
Nas cores predominaram os tons castanhos, caramelos, vermelhos e laranjas.
O encerramento do desfile ficou por conta do ator Jonatas Faro em um look vermelho total.


Patogê

Inverno 2012

Deixe sua marca

Para criar o inverno 2012, a Patogê buscou inspiração no espírito mobilizador da juventude, tendo como referência importantes movimentos da década de 60 e 70, além das constantes e atuais manifestações no Oriente. A coleção “Deixe sua marca” propôs, através das redes sociais, um questionamento – “O que você fez de bom para o mundo hoje?”.

A paleta de cores apresenta tons em castanho e caramelo que, unidos aos laranjas, conhaques, cobres e vermelhos, trazem um aspecto luminoso ao inverno. Da mesma forma, os color blocks são fortes referências, aparecendo tanto em peças quanto nos acessórios.

A influência das estruturas das peças, vindas dos anos 60, é visível nos vestidos trapézio, casacos com mangas ¾ e collar less, mas o comportamento é recente e proveniente dos anos 90, época em que os jovens manifestavam a angústia e o descontentamento com os preconceitos sociais durante os movimentos grunge.

Os novos shapes ficam por conta dos maxi coats, over parkas, calças curve e crop flare. Veludos, moletons, tricôs e sarjas aparecem com aspecto vintage. O jeans surge desgastado, mesclado com sarjas, couro fake e veludo cotelê. A lavanderia sugere peças com cara de usadas, bem surradas e puídas, enriquecidas com a técnica biomorfo, um tingimento localizado que apresenta efeito manchado.

Acreditamos em um mundo melhor e, somando nossos pensamentos ao de milhares de usuários das redes sociais, estamos em busca de transformações diárias. Todos podemos contribuir. E você, o que fez de bom para o mundo de hoje?







sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Proteção na Apartamento 03

Por: Heloisa Aline
Um dos desfiles mais esperados do Minas Trend Preview, a Apartamento 03 apresentou, mais uma vez, um trabalho original, calcado no feito à mão e na reconstrução de tecidos. A coleção inverno 2012, batizada de Proteção, teve como fonte de partida, de um lado, Faith Popcorn, a consultora de marketing que criou o conceito cocooning nos anos 1990, que previa o recolhimento dos indivíduos à casa, popularizado com o advento da internet e das novas tendências tecnológicas.
De outro, as construções e texturas das obras da norte-americana Tara Donovan e seu trabalho com materiais inusitados como copinhos de papel, guardanapos, botões, tocos de lápis, fita adesivas, papel rasgado....Volumes amontoados em forma de arte.
Tendo o encasulamento como palavra-chave, um dos pontos fortes do desfile foram os casulos criados por Luiz Cláudio, a partir de tiras ligadas por alfinetes de segurança, unidas, artesanalmente, uma a uma, resultando em um conjunto pontuado por pontos de luz.
Os ombros são arredondados construídos por alfaiataria perfeita; pêlos falsos surgiram através do desfiamento dos fios em texturas que protegem o corpo.
A sobreposição de tecidos sobre tecidos – sedas, gazar de seda, lã, jacquard metálico,  rendas de seda -, em camadas, e a sobreposição de cores garantem às peças um aspecto sedoso, onde surgem brilhos foscos e transparências.
A alfaiataria concebida como um armadura de proteção permite que as roupas transponham o universo feminino alcançando também o masculino.
Na cartela cromática, pretos e pretos coloridos.








Apostando no DNA

Por: Heloisa Aline
Sou suspeita para falar porque, como todos sabem, a Última Hora é cliente da minha empresa, a Salamandra Comunicação.
Porém, gostaria que esquecessem esse fato e ficassem com a opinião da jornalista especializada em moda, que começou nessa seara há mais de 30 anos, quando o setor ainda engatinhava em Belo Horizonte/MG e havia um frenesi em torno de tudo.
Um tempo sem internet, consequentemente sem simultaneidade de informações, que não existia escolas de moda, o Brasil era um país fechado internacionalmente e os desfiles não mostravam a pompa e circunstância dos de agora. Era tudo mais simples, mas muito novo.
Foi assim, vendo moda diariamente, que treinei meu olho e posso dizer, com esse olho, que um dos desfiles mais interessantes do Minas Trend Preview, que terminou na semana passada, foi o da Última Hora.
Não afirmo isto somente pelo styling preciso de Renata Corrêa, uma fera no assunto, pela edição bem-feita das peças ou pela elegância dos looks, mas porque a marca retomou seu caminho e foi beber no que sabe fazer de melhor – os anos 1970, desta vez vistos pela ótica do luxo e requinte. Apostou no cerne do seu DNA, que é a mistura de tecidos, texturas, estampas, cores, bordados.
As estilistas Célia e Izabela Bicalho acreditaram que ninguém conhece tão bem a grife que dirigem como elas mesmas e deixaram o bom gosto e ousadia correrem soltos, sem, no entanto, cair no over.
Inovaram nos blazers e casacos, cada um com personalidade própria. Exploraram o mix de lisos, listrados, estampados, sem deixar de fora as onças e os florais, sempre presentes nas coleções, o jogo dos leves com os pesados.
Mostraram tubinhos precisos com duas cores arrematados por bordados geométricos, minissaias espertas, investiram na alfaiataria correta e no chamois valorizados por peles.
Sem dúvida, uma das mais belas coleções do MTP.